domingo, 4 de fevereiro de 2018

Novo livro

Feitos, desfeitos, construídos e desconstruídos,
é a vez dos concretos.
 https://www.clubedeautores.com.br/book/248155--Concretos_Cripticos?topic=literaturanacional#.Wnc5i-jwaUl

O inevitável macerar


Não há estranheza
alguma aí,
é o curso natural
do desvio,
é o inevitável
macerar dos
destinos, da
liberdade, da
esperança,
não, não sorria,
não espere pela
saudável prole...

A longevidade é uma utopia,
e um possível legado fica aos
cuidados do enxofre.  

Eu deveria


Eu poderia ter evitado
os ditados,
as frases feitas,
os rótulos,
todas as baboseiras
proferidas com aquele
pseudo glamour...

Eu poderia ter ficado
calado,
ter desprezado
os impopulares,
os populistas,
todos os discursos
de melhorias,
de saídas fáceis...

Eu deveria ter ficado
incólume
olhando pela janela
a neblina se dissipar,
ouvindo ‘forget full’
enquanto o café esfria...

Eu deveria
mas, não vou te esquecer.

Não adianta


Não adianta me
impugnar,
eu não preciso
de sua
anuência,
as antíteses já
dizem o quase
o insuficiente,
ademais,
tudo permanecerá
sem delongas,
sem lenitivos, 
sem mas,
tampouco mais,
tudo será
“num pano rápido”,
“num resumo de prosa”.

Não adianta
estamos à beira
de nós mesmos,
e nem tente,
a erupção
já começou...  

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Livro


 
https://www.clubedeautores.com.br/book/240265--Designificados?topic=poesia#.WnOxKojwaUk
Seis mercenários tentando lapidar as palavras com
serrotes, facas, foices, ferraduras, lentes e até canetas,
e não conseguindo evitar os seus erros,
o burilar dos versos (em traços tortos) terminou em
estilhaços no vácuo destas poucas páginas,
agora vagam nas minucias do quê ficou por ser dito,
deslizam pelas ruelas do tempo esvaído. 


domingo, 28 de janeiro de 2018

Esmiuçar



esmiuçar 
             a moça,
    massa
    macia,
  amor corpóreo,
     mais que isso,
     mútuo e 
     multiplicador,
                 cama
                      mesa
            viagem,
   além do quê vêem
antes do improvável 
longe do imprevisto. 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Insinuosa



Ah! como ela é
insinuosa
quando quer ser,
metafórica
por vezes,
até as colisões na
encruzilhada dos
vagos sentidos,
toda sua
reciprocidade flui
na bamba corda dos
interesses,
revê de perto
o processo de
aperfeiçoamento
na manipulação
das palavras,
ameaça uma doçura,
entanto mantém
o açoite,
o freio, 
e o cadeado destrancado.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Não vou mais




Eu não vou mais 
concordar 
com a minoria,
a barulhenta minoria.

Eu não vou mais
concordar
com os desiguais,
os efêmeros desiguais.

Eu não vou mais
concordar 
com os bem-intencionados
e suas dicas mirabolantes.

Não, não vou mais,
voltarei para a minha 
platônica caverna
e ficarei mirando
gigantescas sombras.

Não vou mais
discordar
dos que apregoam
o inatingível,
dos que forjam
um forçado diferencial.

Não vou mais
discordar
dos que querem distância,
dos que querem desviar,
me fazer desistir,
me esquecer.