opto
pelos ruídos
o
óptico
continua
embaçado!
Era domingo,
chovia no viaduto,
estava indo embora,
no vão de uma escada
eu acabara de ganhar um
molhado boquete.
Foto: Israel Faria
asnice grande
e o dia se esvai no
mormaço da tarde.
já é tarde
e as sombras insistem
em permanecer.
uma bagatela
os achismos da tarde
foram corroídos pelo negrume.
Sair
agora,
ser
nômade
pra
quê Flair;
o
extenuante
está lá fora,
a
gentileza
já
pesa pouco
os
floreios,
os
sofrimentos,
se
equivalem
à
minguante enxurrada,
esperam
que role e traga
algum
entendimento
para
a estupidez,
para
a
coexistente
estupidez.
Foto: Israel faria
Eu não vou
dar,
aqui,
luz aos
surdos,
nem refresco
aos saciados,
a amabilidade
está posta,
na esquina
oposta.
Não
se preocupe,
tudo
que você
tem
aí
eu
não tenho aqui,
exceto
aquilo
que é meu,
o
quê eu preciso
e
venero:
minha
liberdade.
Pedaço
de pizza
da
insone noite
que
de modo algum
trouxe
reparo para as
desimportâncias,
tampouco
o vinho deu
entendimento
àquele
forçado sorriso
no
“retrato” postado.
Suco
de graviola
para
tentar
restituir
a frase
que
ficou perdida
entre
a queda e o
veneno.
Pela
manhã ainda ecoava
‘Afrobombas’.
uma vez eu
era a vez
que já
era
eu me
erro
na vez
eu
ex
nada resta!