domingo, 3 de novembro de 2013

Um serenar



E este rigor
esta desavença 
rogo aos descuidos
um serenar
não partas
detenha a ultrajante usurpação
que não vença
a descompostura
a descrença
fique o lado oposto
somente com o
cafona&cacofônico
trotar no lamaçal  de sua
(in)existência.

Embromação



Divergências.
Já nem sei
O quê (?)
Quer dizer
O contrário
Não dito
Razoável argumentação.
Diversões.
Imagem barro(ca)
Imaginação oca
Loucas repetições 
O uso demasiado das metáforas
Parábolas .
Embromação.

domingo, 27 de outubro de 2013

Era ela e chovia..



Rain. 
Ela empunha
uma ‘sombrinha’ lilás 
sobe e desce os degraus
do outro lado o fluxo
é mais intenso.
Ela entoa
uma  voz
um ódio
uma ode
uma amizade
vista pela greta
pelas frestas esquecida.
Ela espia
e nem reconhece
o plágio
as plagas que ficaram
o destino socado entre
os dentes de alho
o destilado curtido
com fruta tropical
o despetalar primaveril.
Ela entanto
relia as tribos
as pinturas de guerra
as guerras particulares
os grafites
os disfarces tantos
e ainda debocha com uma
leviana caricatura de si mesma.
Acid storm.

domingo, 13 de outubro de 2013

Cada qual



nós que
já não somos
somos você y eu
você sem mim
por conseguinte
eu e este de sempre
e nada de
protesto de
manifesto de
infestar
congratulações
cada qual com o
seu cansaço
gordura e
                                                                  decrepitude.

Um cego ceifar



        olho que não vê 
        olho que nem sei
   de olho em você
                 em órbita 
                 em rede
meu olho procura
         você desorientada
qual 
        jangada febril
        ébrio ciclope
meu olho te vê
e você nem é mais
mi    ojos
mil   olhos 
           desarticulam
  você foi-se(ce)
  você            ceifa.