sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Assim sou

                                                                                                                      sou  
                                                   assim
                                                mas
                                                 posso
                                                 mudar

                                                      sou
                                                    assim
                                               e posso até
                                                  piorar.

Sonhei

Sonhei
sonhei a noite inteira
as ruas eram estreitas
as crianças infernizavam
com aquela gritaria
torturante
pesadelo
sonhei
e eu nem sabia
a noite se perdia/despia
os bares estavam cheios
cheios de frustração
fiquei bêbado
e por pouco uma ‘peixeira’
me atravessa as tripas
sonhei
e o quê foi, foi
perdeu-se
ficando somente
a dúvida e
uma neblina sépia. 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

É sexta-feira

Dancei
Perdi
Sobrei
Foda-se
É sexta
É pra já
Abrir aquela
Cerveja ‘bem’ gelada
Banho de porta aberta
Som muito alto
Não fui
Nem era pra...
Vou dançar pelado
“ A girl like you”*
Copo na mão 
É sexta
É hoje 
É agora! 
                                                                                                 * Música de Edwing Collins

Não perder o bom humor

Que nada, eu vejo com
‘bons olhos’,
serve pra dar
boas gargalhadas.
É só mais um pouco da
choradeira feminina
conosco
trogloditas imundos
e egoístas.
Um monte de bruxas velhas e
gatas borralheiras querendo
seu príncipe encantado.
A proa e a cabine estão lotadas de
comandantes, escolha o seu,
o quê te convém,
‘cá’ no convés,
nós os marujos sujos
esperamos pacientes
a nossa caminhada pela prancha
   “ao mar”     “ao mar”
mas nunca perderemos o bom humor,
continuaremos rindo das que não são(mas se acham)
sereia ou Penélope,  
e acima de tudo vamos continuar
caçoando da nossa própria desgraça.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Enquanto for

enquanto for
enquanto forma
enquanto formos
enquanto formamos
      quanto     amamos?
  e que permanece oculto!

enquanto ser
enquanto será
enquanto ser há
enquanto sermos
     quando teremos?
  o que permanece distante!

         tanto
       quanto
       queremos e  
       perdemos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Princípios

Os meus princípios
sempre foram precipícios
pra mim
rondo quedas iminentes
‘balanga’ perto de mim
os pródigos e
os prodígios
-nada diferem-
meus princípios
estão lá fora
chove timidamente
e eu nem sei
se são
se ainda lembram
de ter sido
notam em mim
a cruel indiferença
dos tolos
e sabem:
eu ainda os nego.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Convite

Convite feito
pronto
agora tenho
duas opções
ir ou não ir
-aceitar ou recusar-
mil desculpas posso dar,
ignorar idem
certezas também não me faltam,
por ora duas:
se eu não for
           não farei
                   falta nenhuma
se eu for
não será melhor
pra ninguém.

domingo, 7 de dezembro de 2014

De barba até o natal

Ficarei de barba até o natal
mostrar solidariedade
ser participativo;
vou trucidar o primeiro papai Noel
que, de trenó cruzar a porra do meu
(des)caminho, já imundo
                      inumano,
farei jorrar sangue das renas
  (tão bem cuidadas),
as f.d.p. tem os cornos
maiores que os meus;
de barba até o natal
com o saco cheio
      o saco cheio de reclamações
                     de inutilidades  
ah! as famílias margarinas 
de sorriso branco
panetone e peru sobrando...
como sou um covarde e não vou às ruas
com bandeiras e cartazes
deixo a barba no seu descompasso
...e aquela que vier morder meu queixo
que traga desenvoltura e disposição,
 “dor&ereção”     
de barba até o natal.