terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vai tarde

Ele contava sua versão da história

- que ela, até o momento desconhecia-

Com minuciosos e requintados detalhes,

Possivelmente influenciado por

Proust que acabara de ler.

Mas, pra ela não passou de lorota, blábláblá

De um fraco.

Sacando a cara de ojeriza que ela fazia

Tentou desviar o assunto com uma ‘batida’ canção de FM,

Só fez ficar mais notório o quão idiota era.

Ela foi ao banheiro retocou a maquiagem,

De saída deixou a chave sobre o aquário,

Disse qualquer coisa totalmente fora de contexto.

- O caminhão de lixo passa amanhã.

Somente o fim do que já era, do que nunca fôra.

2 comentários:

PapoPoetico disse...

talvez você se divirta em http://papopoetico.blogspot.com/
A poesia é necessária
Tudo de bom

tonyblasted disse...

É um miniconto.Já tentei desenvolver algo assim.Contudo acabo falando um pouco e fica difícil de fechar.Ficou ótimo.