domingo, 13 de abril de 2014

Reinventar o escape



...

uma multifacetada

harmonia 

acorde bipolar 

era noite         y

seguia             cega

madrugada

agressividade

plena & descontínua

   japuzznk

como uma trema perdida

                trêmula  

             numa biobuk

um desalmado do lado de cá (yo)

             other side    

distante/descaído/fora/...

do requerido

a quantia é sempre menor

querem mais... & mais... &...

obter 

a fugidia e desértica nota

e dela reinventar o escape

seguir a jornada

... 
Foto do novo filme do grande diretor Jim Jarmush, White Hills "no talo" 


quinta-feira, 20 de março de 2014

Seria antes o caso...



seria antes o caso 
de tê-lo reescrito
acaso lembrasse
os pormenores esquecidos
o resto desmentido
o caso antes seria
na casualidade um equívoco
seria antes o caso
de nem ter sido... 
Foto: Israel Faria

quarta-feira, 5 de março de 2014

Besunta



Besunta.

Besunta, é carnaval.

A desfaçatez é sem caras.

São máscaras, apetrechos & apalpadelas.

Besunta, a arapuca já foi armada,

uma qualquer carapuça irá te servir,

sorria arlequim, sua fuça te condena.

Besunta e siga o cortejo,

o trio, o bloco ... o desfiladeiro.  

Besunta, é festa, a carne

está pro viés, pra quem quer.

Meleca essa porra,

tem gente ao redor,

tem de tudo, pra todos.

Besunta,

os galhofeiros seguem 

a marcha do deboche,

fazem coro

na folia da objetificação.   

Besunta, sinta a palpitação,

o fremir, a ebulição,

o reverberante jorro.

Besunta, festeje o inaudível sonido,

o alucinante colorido.

Besunta, vamos, e vamos,

tem como,

com jeito empurramos,

e seguimos, e suamos,

e... mas besunta.

Besunta que é carnaval.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Chakras



Inóspita bruma.
Ela nem se dá
aos infortúnios 
que aqueles atos
por ventura causariam 
à sua consciência/imagem,
é indiferente ao chamamento
não ouve a  anunciação
que vem entrementes
os estrondos e os
silentes,
nem liga pro estabelecido,
pensa somente nos
chakras
e nos prazeres
multi-orgasmáticos.
Insólita manhã

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Apressar



Apresse-se!  
o ar está demente,
o manto já caiu,
e o sagrado
ficou pra quando for,
pra talvez...
Apresse-se!    
amorfas bugigangas estralam ao sol,
decifrados os desenhos nas rachaduras;
pra quantos destina-se
o destoar
a iminente finitude,
o exasperante descaso?
Apresse-se!
e não pergunte  
quem fez aquilo, 
quem fez o quê.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cyn com Sin

Na estrada niilista  
o tempo nunca retorna, 
acordes tatuados da Witthoft 
ecoam 'pra lá' da ilha de lesbos,
trespassa o imobilismo 
dos copiadores, 
da masturbação alheia.