sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

...Ao Mar

Ancorou.

Recitou Paolo no

Píer,

Dialeto Friulano.

Desagradou.

Foi atirado ao

Mar.

Rascunhos em punho.

Naufragou.

NINA

NINA, TE

NINAR

AO RAIAR,

QUANTOS

ACALANTOS

E/OU

CANTOS?

E PRO

DESENCANTO

QUANTAS

MENTIRAS

RESTA-ME?

RASTEJAM

AINDA

DISSIMULAÇÕES.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Significantes

Obrigado pelos "votos",
para os seus idem.
Nunca, não sei,
talvez.
Importa que continue
tendo noites
significantes,
dignas de
reminiscências,
de saudosismo.
Um brinde,
pois,
as trapaças,
do destino,
aos tropeços
e enganos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Presto

Empresto
para um
presto,
meus ouvidos,
urros e
uivos
vegans.
Por conseguinte
meus dentes
(Hannibal)
para os
ossos
bem verdinhos!

Pregação

Pasmei!
Ouvi/vi uma
senhora
pregando para
um imenso
felino.
Entanto, mais
pasmo ele estava;
com um capim
na boca.

Regar com Sangue

Rego com meu Sangue
as plantações.
Apimento as
(des)igualdades.
Fico verde & desperto
a ira da moda
vigente.
Claro!!!
A Flair é mais que
gata/flor,
é gente.

Cogumelo

Vi um
Vegan,
rasguei-lhe
o bucho
à faca;
depois plantei
um cogumelo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vai tarde

Ele contava sua versão da história

- que ela, até o momento desconhecia-

Com minuciosos e requintados detalhes,

Possivelmente influenciado por

Proust que acabara de ler.

Mas, pra ela não passou de lorota, blábláblá

De um fraco.

Sacando a cara de ojeriza que ela fazia

Tentou desviar o assunto com uma ‘batida’ canção de FM,

Só fez ficar mais notório o quão idiota era.

Ela foi ao banheiro retocou a maquiagem,

De saída deixou a chave sobre o aquário,

Disse qualquer coisa totalmente fora de contexto.

- O caminhão de lixo passa amanhã.

Somente o fim do que já era, do que nunca fôra.