domingo, 29 de julho de 2012

Sons

No terreiro o barulho do velotrol,
na tela o som de Nino,
e lá longe, no toca-disco o ruído de um
'trenzinho caipira'.

domingo, 8 de julho de 2012

Soltar-se

Deves soltar-se pra mim
                            comigo,
não precisas da permissão do seu orgulho, 
                                           do seu    pudor,
eu a permito,
permito-te arranhar as minhas costas
(e que seja pra valer), 
lamber-me da íris ao bálano,
enquanto forças houver,
encanto idem,
sem parcimônia,
sem   cerimônia...

Volta

sobre o vôo
             vou,
sóbrio
             volto,
só           e
             vencido.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Noir


una película noir
                     no ar
     acordes  cool
              vento outonal
   trilogia da tríade
                la belle           
          peito nu
                    tu à beijar-me
                    tarde chuvosa
              solitude solidão
ária de bach
                chamamento
                                  total transe
                 real absoluto
                        absorto em linhas desconexas
                        a  sorte em  imaginárias
                                             manhãs!  

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Encenar nosso texto


Sou volúvel &
supersticioso,
as artes cênicas
podem esperar,
podem ficar pra outra vez;
ante(s) as
peripécias das
pernas, as
palhaçadas em línguas, os
malabares 
mudos dos corpos nus, os 
muitos gozos circenses.
São as ‘peças’, 
as trapaças das 
mudanças cotidianas.
Brindemos Aura este
Imensurável e duradoiro desejo
e que estejamos livres
dos julgamentos (alheios ou não),
dos ciúmes, e
dos arrependimentos.




segunda-feira, 4 de junho de 2012

Inábil para Absurdos


Não, eu jamais fiz isso.
Nunca torci contra,
Nunca desejei que
Não desse certo.
Nada de olho gordo,
Nem mau olhado,
Nada de praga.
Nenhum sortilégio,
Nenhuma reza,
Nada disso, nem
Mandinga,
Macumba ou
Despacho,
Descarte qualquer
Dessas
Possibilidades,
Sou inábil para absurdos.
Repito, jamais pensei nisso,
E nunca o farei.

domingo, 3 de junho de 2012

Labor


Árduo labor
           lida
ardente;
aprender à
esquecer
o que já perdi,
o que já não sou
para outrem/alguém/ninguém;
e trabalhar,
me preparar para
o que está preste.

QUEM?


QUEM É O QUÊ?
QUEM É     QUAIS?
QUAIS NÃO SÃO AQUILO?
                               AQUILO 
NÃO É QUEM?
             QUEM É PORCO?
                             PÉROLA
                          É
             QUEM?
QUANTO PERDE
QUANDO PÁRA?
                  PARAR COMO?
                  PERCO      ME!